Em que ano vai entrar o século 22?

Às 0,00,01 (zero hora, zero minuto e um segundo do dia 01/01/2101.

Mas a passagem do século será comemorada, como é tradicão (embora seja errada e todos saibam), na passagem do ano de 2099 para 2100.

O século 21 começou no dia 01/01/2001 e não de 2000.

Isto é, comemora-se a passagem do século, por um erro que se tornou tradição, um ano antes.

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fonte: yahoo respostas e wikipédia

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Uma resposta to “Em que ano vai entrar o século 22?”

  1. Um pouco de ciência não faz mal a ninguém.

    O calendário cristão actual que é mais ou menos pacífico e correcto só foi estabelecido em 1582. A contagem do tempo nunca foi fácil até aí, aliás, atravessou sempre as maiores dificuldades e sempre foi conflituosa.

    Antes de tal data, os romanos utilizavam primitivamente um calendário lunar, com adição periódica de um mês suplementar para compensar o atraso em relação às estações do ano, dependentes do ano solar. O método, extremamente rudimentar, acumulou em 47 a.C. uma diferença de 80 dias em relação a todos os demais calendários existentes na época, baseados em elementos diferentes como o sol, as chuvas, etc., gerando enorme confusão na vida civil e religiosa.
    No ano seguinte, 46 a.C., o ditador romano Júlio César (100-44 a.C.) instituiu o calendário juliano, conforme as recomendações do astrónomo Sosígenes de Alexandria (séc. I a.C.):
    – o ano de 46 a.C. teve a duração prolongada: 445 dias;
    – o ano passou a ser calculado em 365,25 dias;
    – os doze meses passaram a ter duração diferente, quase igual à que têm até hoje;
    – o primeiro dia do ano, antes situado em 15 de março, foi fixado em 1º de janeiro;
    – a cada quatro anos, para compensar a fracção anual excedente (0,25 dias), foi instituído o ano de 366 dias, chamado de ano bissexto até hoje.

    Foi um trabalho bastante importante e grandioso para a época. No entanto, tal como nos outros calendários, havia ainda um pequeno desfasamento entre o real número de dias do ano astronómico e os intervalos básicos de tempo (dias, meses, ano). Em 1582, tornou-se necessário um pequeno ajuste, instituído pelo Papa Gregório III (1502-1585 d.C.), conforme as recomendações do astrónomo bávaro Christoph Clavius (1537-1612 d.C.):
    – 10 dias do ano de 1582 foram suprimidos (o dia 4 de outubro foi seguido do dia 15 de outubro);
    – os anos terminados em “00” e não divisíveis por 400 deixaram de ser considerados bissextos (1700, 1800 e 1900 d.C., não foram bissextos; 2000 d.C., sim).

    O calendário juliano “corrigido”, chamado de gregoriano em homenagem ao Papa, também não é perfeito, pois há um excesso de 0,0003 dias em relação ao ano astronómico. A diferença, porém, é de apenas 1,13 dias a cada 4000 anos, e novo ajuste será necessário somente em 5582 d.C., daqui a 3582 anos… Razão para dizer, “mwangolê: no stress”!

    Na era cristã, portanto numa fase posterior do império romano, passou a contar-se o tempo conforme a sucessão dos Cônsules e também Ab Vrbe Condita (AVC), isto é, “desde a fundação da cidade de Roma”. Mais tarde, a referência passou a ser o ano 284 d.C., data da posse do Imperador romano Diocleciano (240-313 d.C.).

    Em 523 (há quem refira 533), Dionysius Exiguus (traduzido, Dionísio, o Baixo: não se sabe se a alcunha se refere a sua estatura ou a seu intelecto, mas o facto é que a origem de quase todas as nossas dificuldades concernentes à organização do calendário podem ser traçadas até a actuação desastrada deste monge do século VI), encarregado pelo papa João I de preparar uma cronologia cristã, com o objectivo de evitar várias dúvidas acerca das imprecisões do calendário, Dionysius elaborou uma contagem com erros cujas consequências até hoje são percebidas. O pequeno monge decidiu efectuar a contagem a partir do nascimento de Jesus Cristo e estimou tal nascimento como tendo ocorrido em 25 de dezembro de 753 A.U.C. (“ab urbe condita”, ou seja, desde a fundação de Roma) e, a partir daí, decidiu iniciar a contagem do tempo, não exactamente no dia 25, mas uma semana depois, em 1º de janeiro de 754 A.U.C. O seu sistema sofreu muitas críticas embora viesse a ser aceite depois pela Cúria Romana e até absorvido mesmo pelo calendário gregoriano, que é o calendário actual.

    E quais são esses erros?

    Primeiro, Dionísio errou no cálculo do nascimento de Jesus Cristo. Na verdade, nasceu pouco antes de 749 AVC, quatro a oito anos antes da data “oficial”. Cristo não pode ter nascido em 753 A.U.C., pois Herodes morreu em 750 A.U.C. e como relata a bíblia eles foram contemporâneos.

    Segundo, ao chamar o dia 1 de janeiro de 754 A. U.C. de “Ano um” (1 AD, Anno Domini) e não de ano zero, ele simplesmente complicou a contagem pois o calendário entrou no segundo ano quando Cristo celebrava o seu primeiro aniversário, o que algebricamente é inaceitável.

    Terceiro, por influência da numeração romana que não possui o número zero (o conceito de zero como número só se tornaria popular na Europa a partir do século 10), a contagem que se propôs indicava ano 1 antes de Cristo que transitava para ano 1 depois de Cristo. Logo, o primeiro século começou a ser contado do ano 1 e não do ano 0. Afirmar o contrário é absurdo e só demonstra ignorância.

    Se um século compreende um período de 100 anos e como não houve ano zero, o último ano de cada século d.C. termina sempre em “00”, assim como o primeiro ano de cada século a.C. Nos milénios, a contagem é igual: o milênio compreende um período de 1000 anos (o primeiro e o último ano são calculados como no caso do século). Desse modo, o II milénio da era crista terminou a 31 de Dezembro de 2000 e o III milénio começou a 1 de Janeiro 2001.
    Se o sistema de Dionísio contivesse o ano zero, as décadas, os séculos e os milénios mudariam na passagem do 99 para o 00, e não do 00 para o 01 porque aí estariam a fazer 100 anos. E mais: a falta do ano zero faz com que a transição a.C.-d.C. não possa ser calculada sem a introdução de uma correcção. O intervalo de tempo entre 10 a.C. e 10 d.C. é de 19 anos e não de 20 por força desse erro.

    Aqueles que afirmam que o século ou o milénio começam nos anos 00, fazem-no, com certeza, a partir da mera lógica e sem essa informação adicional. É preciso enriquecer a nossa cultura com leitura.
    Como já disse, apesar dos erros de Dionysius, foi o seu calendário que foi absorvido pela igreja católica no calendário gregoriano e mantém-se até hoje como mais ou menos pacífico.
    Abração.
    Arriba.
    Algumas fontes:
    http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0194
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/schwartsman_20001228.htm

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