Festi Angola – Pavilhão Atlântico – Obteve Lotação Esgotada

Desmaios, delírios, choros, gritos e aplausos acompanharam os músicos angolanos que durante 12 horas participaram no festival Musi Angola, ontem, em Lisboa, no Pavilhão do Atlântico, deixando os bombeiros e a polícia em alerta permanente.
O espectáculo foi organizado pela LS Produções no âmbito das comemorações dos oito anos de paz em Angola e levou 48 músicos angolanos a Portugal, que actuaram para a comunidade angolana.
Muito público veio de longe para participar no festival. Quando eram 11 horas da manhã já muitos fãs da música angolana se aglomeravam à volta do Pavilhão Atlântico. Os músicos começaram a chegar às 14 horas. Nesse momento o tumulto começou. O DJ Kadu animava a multidão que chegava ao pavilhão.
A abertura do espectáculo contou com a exibição do grupo Kilandukilu que, em  sinal de boas vindas, exibiu várias coreografias e alguns minutos de pirotecnia.
A Banda Chamavo, com três temas, foi a primeira a actuar. A seguir subiu ao palco, com “Samba Madie”, o rei da música angolana, Elias dya Kimuezo.
O show começava e o pavilhão ainda estava “despido”. Viam-se muitos lugares vazios.
O ambiente aqueceu quando o “Encosta na Parede” das Gingas tocou. As Meninas do Maculusso começaram a sacudir o frio do pavilhão e a aumentar o calor com “Filhas de África”.
Lesliana Pereira, Afonso Quintas e Salú Gonçalves, chamaram ao palco o homem dos sete mil fatos, Bangão, que apesar de toda a sua banga, com um fato rosa brilhante, não esteve mais do que dez minutos em palco.
O momento foi ainda dos veteranos da música angolana quando actuaram Calabeto, Carlos Burity e Jivago, que fez dançar os presentes com “Avó Tete”. Waldemar Bastos, Bonga e Paulo Flores, que cantou com Tito Paris o tema “Clarice”, vieram depois.

Nova geração

O público não parava de cantar e dançar. Milhares de mãos acenavam aos artistas que subiam ao palco. Caló Pascoal cantou “Fim do Mundo”, “Titiriti”, “Meninas de Hoje” e “Princesa Rita”, com a participação de Grace Évora. DL, que dispensa apresentações em Portugal, interpretou o “Telefone” e “Corno Manso”.
Apesar da entrada sem aplausos, Sabino Henda deu o seu melhor em palco para fazer vibrar o público. Ndombolo levou ao palco do Pavilhão Atlântico os ritmos do sul. Entre as grandes vozes femininas, destaque para Yola Araújo e Ary. Noite Dia foi responsável por grande animação com o seu rebolar.
Foi uma noite completamente angolana, tudo pela paz que Angola alcançou. Os organizadores levaram também música lírica ao espectáculo, na voz de Celso Mambo, que teve grande aceitação dos presentes. Heavy C, Army Squad, Kalibrados, Aleluia e Dog Murras também subiram ao palco e foram premiados com muitos aplausos.
Os responsáveis pelos desmaios no Pavilhão Atlântico foram os Afromen, que fizeram um remix de vários temas. Da mesma forma que rebentou com o Estádio dos Coqueiros, Yannick estremeceu o Pavilhão Atlântico de Lisboa. A seguir actuou Big Nelo, que não se cansou em palco porque o público fez a sua vez cantando “Hoje é surra”. Anselmo Ralpf, com os seus sons românticos, Yola Araújo com a “Quadradinha”, “Diz que sim”, “Se eu dançar”, “Não é justo” também levaram o público ao delírio. A kudurista Noite e Dia, com “Sele Mamã” “Tá Maluca” e o seu rebolar arrasou a assistência.
Noite e Dia foi a mulher que mais demorou em palco. António Paulino com as danças que lhe são peculiares também teve grande sucesso.

Angolanos pedem bis

Para quem já está há dez anos fora de Angola realizou um sonho porque muitos disseram à nossa reportagem que “ouvir os nossos artistas não é ver”. Julieta Monteiro, natural do Uige, reside há dez anos em Lisboa. “Eu estou muito feliz, porque nunca pensei que um dia podia ouvir Elias dya Kimuezo aqui em Portugal, no palco do Pavilhão Atlântico. Peço que realizem mais actividades de género, porque muitos de nós não podemos voltar, mas se trouxerem a nossa cultura aqui, já vamos sentir-nos em casa”.
Lija santos, residente há 18 anos em Lisboa, pediu mais espectáculos do género: “os artistas, os promotores e todos nós que estamos emigrados saímos a ganhar. Vamos fortalecer as nossas relações culturais se continuarem com projectos como este. Mas peço que da próxima tragam outros kuduristas”
Paulo Gregório também residente em Portugal, é de opinião que o festival seja realizado duas vezes por ano. “Nós não voltamos ao país por várias razões. No meu caso estou a estudar e sinto saudades. Hoje pelo menos sinto-me como se estivesse em casa”. O estudante angolano sugere que além da música, se faça em Lisboa um festival com artes plásticas, teatro, cinema e danças de Angola: “se isso acontecer vamos mesmo sentir que estamos em nossa casa”.
Dos 48 músicos escolhidos pela LS Produções que produziu e realizou o Festi Angola 2010, aqueles que arrancaram mais aplausos do público foram os Afromen, Yuri da Cunha, Big Nelo, Anselmo Ralph, Bruno M, Noite e Dia, Yola Araújo, Celso Mambo, Vagabanda e Aleluia.

Fonte: Jornal de Angola

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6 Respostas to “Festi Angola – Pavilhão Atlântico – Obteve Lotação Esgotada”

  1. hahahahahahahahaha

  2. Eu tive no festi angola e no balcão 2, e sinceramente haviam muitos lugares por preencher tanto no balcão 1 como no 2, e nao sei como é que os bilhetes esgotaram com tantos lugares vazios

  3. Foi kaargaa!

    Adoreii .. tava memO fiixe!

    Cuiou mesmO @

    PavilhãO AtlantiicO fOi ao rubro*

    =D .. muitaa gentee bOniita e joveem como eu xD

  4. Dumilde Says:

    Estive lá e foi simplesmente ESPECTACULAR!!! Os que mencionaste que arrecadaram mais aplausos são de facto os que “bombearam” o palco.

    Concordo com alguns mangopes: Devem realizar esses espectáculos mais vezes aqui, estou na tuga já ha 11 anos e muita das vezes dá saudades dessa calor, achego e emoção que só um angolano sabe.

    Abraço e continuação de óptimo blog, pois as tuas actualizações de kuduro têm sido de muita ajuda pra me manter à par dar cenas.

  5. nadia carina Says:

    entao moça direita dizapareseste d uma hora para outra gostosa…………
    tambem quero saber pork muita ausenca?

  6. nadia carina Says:

    gostei da quele kuduro k deste ate enveja nas meninas armadas em mas chegadas…………………..

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