A sociedade Angolana Envelhece as pessoas

JovemVelho

Eu, antes me achava uma pessoa complicada, mas cheguei a conclusão que nasci na sociedade errada, os meus ideais não se enquadram com a sociedade em que vivo. Crescendo nesta sociedade, eu aprendi muita coisa, mas o fundamental aprendi a pouco tempo, depois de anos de análise posso dizer que me conheço bem e conheço as minhas capacidades, as minhas limitações, os meus defeitos e as minhas qualidades.

Mas depois de saber quem sou, comecei a olhar ao meu redor, a minha sociedade, que de certa forma (muito) atrasada, talvez por termos somente 34 anos de independência, e os nossos pais tiveram poucas opções e que não se comparam as nossas actuais, vistos que há muito por onde se explorar, isso se a mente for aberta e fértil, caso contrário será mais um atrasado mental.

A sociedade Angolana envelhece as pessoas porquê? Porque nós estamos num sociedade padrão, onde para os mais velhos e para todos aqueles infectados pelo atraso, cada um tem a sua vida traçada a nascença, que é: educação primária, secundária, superior, acabou o curso superior casa tem filhos fica velho e morre. Tal como os empregos são os mesmos para todos que são: o mecânico, electricista, canalizador, funcionário público, funcionário privado, os madiés de bisnos, as moambeiras, as prostitutas de profissão e as não registadas pelo ministério do trabalho (perdoem se me esqueci de alguma profissão padrão).

Tudo que esteja fora deste círculo, é considerado como sendo anormal, podes ter a certeza que não serás bem visto pela sociedade. Aos 25 já estas velho pois se não tiveres filho, namorada apresentada em casa, pedido feito és considerado bandido ou começam a dizer que estas velho. Os mais velhos começam a perguntar: quando é que vais casar, quando é que vais apresentar filhos, será que não fazes ou quê?

Muitos cedem a pressão, pois não é fácil, e depois casam e comprometem-se sem estar preparados, pois os pais querem despachar as trouxas de casa, e acontece que os casamentos não duram um ano. A maior parte dos casamentos em Luanda são forçados, na maior parte das vezes porque a rapariga engravidou do rapaz, e a família obrigou a casar.

Para eles o homem tem de se comprometer ao matrimónio, quando ainda no princípio da sua juventude. Contam-se os homens e mulheres nascidos depois da independência (1975 ano da independência de Angola), quem tiveram casamentos de sucesso. Até agora na minha vida não consegui um casal modelo a seguir, ou seja, um casal que eu possa dizer, quando um dia tiver a minha família gostaria que fosse como a do fulano.

Outra coisa é que as coitadas de 70% das mulheres de Luanda são extremamente vazias, muito espertas mas pouco ou nada inteligentes, a sua maioria não ajuda em nada os seus parceiros. Pois se o homem trabalha para melhorar a condição de vida, qual é o papel delas? Até agora ainda não descobri qual é, pois são pouquíssimas são boas de casa, pois a maioria são boas donas da rua. Eu estou a falar de jovens nascidos depois de 1975 pós independência, as jovens deixam-se ser submissas aos homens, nós é que mandamos, elas são recebem o que lhes damos e esta tudo bem, trabalhar sim, sendo que algumas fazem pois têm ambições na vida em ter as suas coisas e obter a sua independência sem ter de se submeter a nenhum homem, mas já outras esperam por quem der mais para levar os seus belos corpos que só duram até aos 25 anos de idade (com muita sorte), dos 25 para cima é jogar na lotaria, pois tens de ter um corpo formidável para que os homens olhem para ti da mesma forma que olhavam quando tinhas 17 anos de idade.

Um jovem que esteja a começar  a vida, tem de lutar e se sacrificar, pois a vida não é fácil, os nossos pais para aguentarem 40 ou mais anos de casamento não é coisa fácil, mas a pós 1975, já não aprenderam assim, pois só namoram com quem têm para dar, não estão preparadas para sofrer e construir um futuro, sendo que são muito impacientes.

Neste caso, o que elas vão querer é dinheiro, e quem têm dinheiro neste momento são os mais velhos, sim os nossos pais, tios avôs, esse competem connosco sendo que perdemos sempre pois dão fundos e alguns dão mundos para comerem carne fresca. Eles corrompem as pós 75 com carros, pagam escolas, arrendam casas, mas dificilmente passam os bens em nome delas, pois quando se cansarem vão para uma mais nova.

Então como é que querem que casemos com as pós 75 que não têm cabeça nenhuma, pois todas elas só pensam no agora.

Penso que fugi um pouco do tema, mas é aqui onde os pontos se unem, vistos que as raparigas tem prazo de validade até aos 25 anos de idades, pois nesta idade muitas já têm 3 filhos, senão têm filhos estão com tudo fora do lugar, e já não querem namorar somente, já querem coisas sérias, pois já gozaram o bastante e já estão velhas, e a sociedade lhes obriga a casar. E elas na sua maioria que pensam pouco, tendem a prender homens com barrigas, mas ali ela já está preparada para sofrer pois sabe se lhe deixarem, já não haverá homens no mercado para ela, então é só já aguentar.

Eu quero ter sonhos, quero explorar os meus talentos, quero me capacitar e ser um senhor de mim mesmo e não me submeter o que a sociedade atrasada quer, e as parceiras que ao invés de ajudarem, só prejudicam, pois são poucas que sabem dar força para aqueles que têm projectos futuros e promissores, querem somente o presente o “já”.

Muitos dos jovens de 30 anos, são os que mais gozam a sua juventude, pois provaram que a juventude não acaba, pois desde que haja responsabilidade um indivíduo é para sempre jovem, mas como a sociedade lhe pressionou a assumir um espaço para qual não estava preparado, agora eles deixam as suas parceiras em casa, pois se deram conta que ainda são jovens e precisam se divertir e “chillar”.

Se a sociedade permite-se a todos explorar as suas capacidades, nada disse aconteceria, o tempo dos nossos pais já passou, nós vamos adoptar as suas lições de vida e vamos adpta-las ao nosso futuro, mas todo a seu tempo.

Deixem-nos explorar os nossos verdadeiros potenciais e não aqueles que até ontem vocês acharam ser o mais correcto, vocês não deixam de ter a vossas quota-parte de razão, mas agora o futuro a nós pertence.

Em Luanda aos 18 anos é adolescente, aos 24 és adulto, aos 29 és senhor, aos 37 és velho e aos 47 és avô, caso consigas passar disso és um velho de sorte.

Cheguei a conclusão que tudo isso é porque a esperança de vida dos homens é até aos 47, quer dizer que temos de viver rápido, hahahahahah

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9 Respostas to “A sociedade Angolana Envelhece as pessoas”

  1. liliana Says:

    Ola. Gostaria de deixar aqui a minha resposta. Tenho que admitir que concordo plenamente com o expões aqui. Como mulher, acredito que a nossa sociedade, não só nos envelhece, como nos atrasa. Uma mulher tem uma espécie de trajectória a cumprir, na qual se não segues exactamente como a sociedade implicitamente indica, estas mal. Todos dizem muito hipocritamente que a nossa sociedade e apologista de mulheres independentes, mas sabemos todos que criamos exactamente o oposto. Dou graças a deus por ter uma família que nunca me fez pressão em relação a essas normas absurdas da nossa sociedade. Mas tem sempre a tia, a avo, a amiga da mãe que insiste em me fazer lembrar q aos 23 anos, tenho que ter já namorado apresentado ou quase noivo. O que e q lhes faz acreditar que e isso que almejo para a minha vida? Aos 23 anos quero ter um emprego, quero ter estabilidade financeira, quero namorar, quero me apaixonar, viver a vida. Quero viajar, conhecer o meu pais, aprender as línguas nacionais que não aprendi. Fazem tanto esforço para obrigar nos a ter o casamento perfeito, que esquecem que a vida e mais do que isso. A nossa sociedade deteriorou a noção de casamento. Hoje em dia um casamento não tem uma base sólida, as pessoas o fazem por todas as razoes menos aquelas que fazem de um casamento uma união que te ajuda e te faz melhorar como pessoa. Corre se o risco de casar com alguém que nos atrasa, em vez de nos ajudar a progredir, por causa do terror de envelhecer e perder o comboio. Homens e mulheres na nossa sociedade deviam realmente fazer uma reciclagem mental e definir prioridades. O respeito, lealdade e acima de tudo amor, devia ser a base de uma união, porque acredito ser isso que tem q se passar aos nossos filhos. Acredito em crescer com alguém, em construir um futuro. Também acredito que todo mundo no mundo tem a sua lenda pessoal a cumprir. Temos que deixar com os absurdos de só criarmos engenheiros, gestores, economistas e essas profissões padrões. Todo mundo tem o direito de ser o que realmente quer ser e tem talento para tal. Precisamos de arte, de cultura. Precisamos de deitar esse tecto de vidro que nos impusemos, e investir no talento que temos. Concluindo, como tu mesmo disseste, o futuro só a nos pertence. Deixem de querer decidi-lo por nos.

  2. lil Rover Says:

    Mais uma vez voltaste e me surprender Kelly, artigo mto bm escrito e rodeado de verdades. Mas temos que dar tempo ao tempo. A tempo pra tudo, nós “angolanos” existimos como sociedade independente apenas a 34 anos. Com o tompo as coisas irão mudar. Pds crer

  3. Cadinho Says:

    muito bala mano Kely abriste o livro da verdade curti bue o teu artigo vou samplar e mandar aos cambas!!!!

  4. Cadinho Says:

    bom comentario Liliana!!!!Curti

  5. Infelizmente este é o cenario da maioria dos jovens em angola, quer sejem homens ou mulheres jovens, as consêquencias dos casamentos prématuros tenhem sido dramaticàs para centenas e centenas de jovens em idade de formaçâo.

    Aos 20 anos, engravidas uma canucà, para envitares uma guerra entre os tios e tias do mesmo bairro de casamento teras qu falar, prometendo tudo aquilo qu nem mesmo a ti nunca consegistes oferecer, em sèguida levas a muida para casa dos teus pais, para là partilhar o pequeno quarto que ja partilhavas como os teus manos.

    Para continuares na desgraça pôes os teus estudos de lado, enventas-te uma alma de bisneiro desesperado ( vendedor de tudo aquilo qui se pode comprar) se nâo foncionar, o joven de 20 anos começarà a sentir na pele uma fustraçâo de velho de 50 anos, sem casa, sem trabalho, sem pespectivas para o futuro.

  6. Gostria de publicar artigos teus na revista Kuia.
    Seria uma honra.
    Espero um resposta sua.

    Desde agradeco,

    Santos

  7. Ola kelly!
    Parabén pelo artigo. No entanto tenho a dizer, que em parte aquilo que dizes corresponde a realidade. Mas como experiência de alguém que reside fora de angola (Europa) tenho a dizer que a nossa sociedade não esta de todo perdida, e devemos ter cuidado com a insensante busca pela independência (no caso das meninas), pelas novas experiências, e claro com “o viver a vida”. De facto é certo que existe um padrão em angola que de certo não é dos melhores, mas o que dizer da loucura dos europeus e americanos (os paises ditos desenvolvidos) quando as ditas mulheres independentes nas suas viagem buscam simplesmente o prazes momentâneo, dos homens que adoram ver as suas mulheres serem fornicadas (desculpe a expressão) por outro, das senhoras que em uma noite têm sexo com quantos homens for possivel, dos praticantes de sadomassoquismo, dos casais que são apologistas do swing (troca de casais em sítios proprios), das drogas… entre outras coisas mais loucas que não vos passa pela cabeça…
    Já alguma vez te perguntaste o porque da nossa sociedade andar tão perdida? a meu ver tem a ver com vários factores:
    1. os tempos de opressão que se viveu
    2. a abertura a novas cultura (por vezes só se valoriza a parte negativa, por exemplo a cultura brasileira com os seus funcks, com os curtes… etc)
    3. o desvalorização dos nossos valores culturais (é certo por vezes criticamos nossos pais, mas a realidade é que nos tempos deles existia mais respeito)
    4. Claro a misséria existentes no nosso país (é claro que os mais desfavorecisos, que são a maioria n-ao conseguem acompanhar as tendências do mundo: telemóveis, roupas de marca, agora a mania do culto ao corpo)

    podia enumeras outros factores, porque são vários. No entanto deixo sugestão para outros temas de reflexão que não remetam apenas para os pontos negativos que só de si são muitos, mas também que valorizem as nossas qualidades em quanto povo angolano… meu caro amigo nem tudo esta perdido, acredita que há países piores.

    um grande abraço!

  8. mto bom artigo KELLY ,infelizmente essa eh a realidade que se vive em luanda, fui pra angola com a intensao de ficar …mas a triste realidade fez-me pensar”que sociedade deixarei pros meus filhos” si miudas de 14 ja se acham senhoras e as senhoras de 40 pra cima nem pensam em sem avos e mtas ja nem querem cuidar das suas obrigacoes como mulheres e maes, preferem chillar ou ate mesmo divorciarem-se pra serem amantes dos tais senhores donos do dinheiro. e muitas das vezes 1 so homem chega a envolver-se com a mae, as filhas e todas as mulheres possiveis e da mesma familia . tenho 25 anos e nem aparento ter a idade que tenho e vi muitas mulheres da minha faixa etaria que “DISCULPEM-ME”, bem mal cuidadas e ja com 3 filhos e bla bla bla.
    mas em parte a culpa nao eh so delas mas sim
    – da falta de oportunidades
    -nao tenhem planos a longo prazo
    -vivem da imediatez( agora e ja) e do :” si a vizinha tem pk ki eu nao posso ter”
    -pra maioria das mulheres em luanda tudo eh moda,desde ter filhos, fazerem pedido, ir pra festa, roupa de 100 kene ,terem o amigo ki paga tudo sem pensarem que estao a vender a sua juventude a um senhor que nunca a vai fazer sua mulher, e esquecem-se que esses senhores tenhem a idade ou talvez sejem mas velhos dos pais delas.
    CONCLUSAO todas querem estar na moda a todo custo mesmo si tiverem que vender a alma ao diabo.

  9. eu amei gostei .Mas esto triste eu acho qui esta sociedade esta mesmo perdida purque nao abraçam com selho dos mais velho , as resposta saindo das nossas boca e ,este e nosso tenpo o vosso ja passo.
    Onde vamos parar!

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